Ter Empatia, não é ser empata ou empático

Atualizado: há 7 dias

É um grande equívoco pensar que uma pessoa que tem empatia por determinada pessoa ou situação, seja uma pessoa empata.


A palavra empatia está em alta e na moda, sendo pronunciada em rodas de amigos, nas redes sociais, jornais, novelas, religiões e lives de todos os tipos, além das empresas se utilizarem muito dela com a intenção de gerar grandes lucros, e por ai vai.

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É bonito falar sobre uma pessoa ter empatia, porque atrai o olhar do público e dá um certo aconchego ao coração, mas dificilmente vemos essa conduta sendo aplicada na vida prática, pelas mesmas pessoas que a pronunciam com a boca cheia.


É preciso ter mais EMPATIA para o que está sendo proposto.


Quando a mídia quer ter maior SIMPATIA do público, utiliza da compaixão para envolver uma quantidade maior de pessoas criando desta forma uma certa EMPATIA coletiva.


O que observamos diariamente é a guerra entre egos que querem sempre o melhor pra si mesmos, ou para o grupo em que estão inseridos, sejam eles familiares, de amizade, ou até a nível profissional.


Faça um pequeno passeio, uma chegadinha ao supermercado mais próximo ou um rolezinho breve no trânsito da cidade para constatar o que estou dizendo. Verifique se alguém cede seu lugar na fila do caixa, ou ainda ao tentar entrar em uma avenida movimentada.


Quer testar dentro de casa a empatia? Veja se alguém oferece ajuda pura e simplesmente dividindo as tarefas do lar, sem que seja implorado ou dimensionada a necessidade por aquele que mais se doa no trabalho doméstico.


É muito comum ouvir: se coloque no lugar daquela pessoa, seja empático!

Na prática, pouco ou quase nunca isso acontece.


Ter empatia não é se colocar no lugar do outro! Com a visão de mundo que temos, com os preconceitos que possuímos e com as experiências vividas até agora, nós só vamos nos colocar no lugar do outro, mas "enxergaremos" tudo diferente do que ele vê.

Ouça o áudio:

Trecho extraído: O futuro começa agora: as 10 bases para a autotransformação

Nova Acrópole Brasil

Filósofa: Lucia Helena Galvão


Já com pessoas Empatas ou Empáticos, isso é diferente, sentimos de fato o que o outro sente, como se fosse nosso, independente de julgamentos, pensamentos, crenças, ou ao grupo que pertençam. Exatamente por sentir o que os outros sentem, mergulhamos no mundo dele para tentar auxiliar a tirá-lo de onde está.


Mas o que precisamos aprender de fato como Empatas, é saber que não precisamos tirar a pessoa de onde ela está e ficar no lugar dela, podemos auxiliar e sair com ela de onde se colocou.


Não é necessário sofrer para demonstrar que ESTAMOS JUNTOS.

Entendendo que cada um está passando pelo que precisa passar, a demanda de cada um é diferente do outro. Muitas vezes só precisa ter alguém para ouvi-la e auxiliar a enxergar o que não está conseguindo porque as carências e dores que vão na alma são tão grandes que ela não tem autossuficiência para esse entendimento.


Isso é ter compaixão e amor pelo seu próximo.


Vamos colocar mais um ingrediente nesta receita?

COMPAIXÃO, que é o sentimento de pesar, de tristeza causado pela tragédia alheia e que desperta a vontade de ajudar, de confortar quem dela padece, ter compaixão também não é o mesmo que sentir empatia por alguém. A compaixão pode mobilizar grande número de pessoas em prol de um acidente, uma catástrofe, um incêndio onde muitos se ferem.


Embora seja fácil para os empatas sentirem compaixão pelos outros, muitas vezes é difícil sentir compaixão por si mesmos e é aqui que quero chegar e que faço uma pergunta a vocês Empatas.


Porque temos tanta compaixão e amor com as outras pessoas e não temos com nós mesmos? Porque não observamos atentamente tudo que está sendo processado dentro de nós, olhando cara a cara no espelho?


Porque damos prioridade de suprir as necessidades e as vezes até as futilidades alheias e não temos compaixão por nós mesmos e aprendemos a dizer NÃO, não posso fazer isso por você porque vai me machucar muito. Estabelecer limites ao outro é importante para nosso próprio fortalecimento.


Nosso olhar acaba sempre sendo depois eu me cuido, depois eu vejo isso, essa dor eu observo depois.


Porque não somos gentis com nossa dor e sofrimento?


A autocompaixão é a prática simples e muito desafiadora, de se tratar como quem trata um amigo muito querido, olhando para dentro e entendendo e priorizando as nossas necessidades. Energia só conseguimos doar, se temos em abundância.


Porque é ela que vai sustentar tudo que precisamos nos momentos mais duros, na estrada mais esburacada da vida. E se você tiver se detonado até aqui, não vai sobrar nada que possa auxiliar você a se reconstruir.


Por isso, autocuidado, autocompaixão, pode parecer egoísta, mas é um ato de amor com a gente, ninguém dá o que não tem, e se não cuidarmos do Empata que somos, não sobrará energia pra cuidar de ninguém mais.


Muita paz, luz e vibrações positivas


Sugestão de leitura:

Dra. Kristin Neff recebeu seu doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley e atualmente é professora associada de psicologia educacional na Universidade do Texas em Austin, ela é autora do livro:

Autocompaixão: o poder comprovado de ser gentil consigo mesmo

• Reconheça e observe seu sofrimento.

• Seja gentil e atencioso em resposta ao sofrimento.

• Lembre-se de que a imperfeição faz parte da experiência humana e é algo que todos compartilhamos.


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